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Apresentados

  Olhar as maravilhas do Senhor, Grande é a sua majestade É tão terno o seu Amor … Não há medo ,nem tempestade  Que não acalme. Aqui te encontro na neblina. No silêncio da montanha, assobio suave  Da brisa gelada e a chuva fina Que me aquece e a alma enche De uma imensa paz e alegria. Que só este sítio preenche O vazio que tem o meu coração,  Quando não sei explicar E contemplo esta imensidão  Encontro o sossego neste lugar Não me canso de olhar, de sentir Fecho os olhos, respiro e repito É para a montanha que quero subir! Sem tempo, sem pressa....rumo ao infinito. Se o tempo parasse, assim ficaria No monte verde, perto do céu  Aqui apenas viveria Apreciando a prenda que Deus me deu. (Anabela 21mar2026)
EM JEITO DE ORAÇÃO…
Deus (que é) mistério – o (ser) Sem Nome que eu não consigo agarrar nem compreender.”
            Lendo esta frase num pequeno trecho de uma oração, fiquei intrigada…
            Realmente, eu de Deus nada sei… é um mistério, um ser magnífico -“Sem Nome”-, que me é difícil de “agarrar” e “compreender”…
            Deixo, muitas vezes, criar um fosso, um abismo profundo entre nós, que apesar da Sua presença constante não O sinto, apesar da Sua voz atractiva a cativante trazida pela brisa leve não O compreendo. Talvez por medo do desconhecido? Talvez por comodismo? Não sei…
            Este Deus que trato como “mistério”, por amor verdadeiro e autêntico, enviou o Seu único Filho, em pessoa, bater de mansinho à porta do meu coração…Esse Jesus que sussurra o meu próprio nome, que me chama de amigo e com palavras de alento, animo e conforto suaviza os meus momentos mais difíceis, não esquecendo os momentos mais felizes, estando sempre comigo celebrando a vitória e o sucesso.
            Escreveu, um dia, Santo Agostinho:"Deus está mais próximo e mais íntimo de mim que eu próprio". Que posso eu fazer se Este Deus que me conhece, muito antes de ser fecundada no ventre da minha mãe, que sabe o que direi, o que farei, o que penso, me diz: "Os meus planos não são os vossos planos, os vossos caminhos não são os meus caminhos.
            Inumeráveis são as horas em que me vejo Sobre os rios da Babilónia” sentado a chorar “com saudades de Sião”, eis que no meio da escuridão surge uma luz…nem me apercebo que esse Deus que eu o colocava distante, que não o queria alcançar nem compreender, me abraça, me pega ao colo e me tira do poço escuro sempre que por diversas razões me sinto perdida, sozinha.
            Agora, apesar da minha pequenez, apesar da minha imperfeição, percebo que esse “Deus mistério – Sem Nome” é o meu Senhor e meu Deus e que para “agarrá-lO” e “compreende-lO” basta apenas dizer: “Senhor que queres que eu faça? Aqui estou!”



Anabela Gomes

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